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08/12/2017

A lição da manjedoura.

A maioria das famílias que estão prestes a receber um bebê prepara com muito carinho o lugar onde a criança ficará. Móveis novos, roupas compradas com antecedência, tudo arrumado para receber o novo membro da família. Será sempre o melhor, de acordo com as possibilidades de cada um.

Na Bíblia aprendemos que o Senhor Jesus Cristo nasceu em uma manjedoura, isto é, em uma estrebaria, um lugar onde os animais ficam (Lucas 2:7), não por displicência de José e Maria. Na verdade a cidade estava repleta de pessoas que para lá acorriam em obediência a ordem de se inscreverem em recenseamento ordenado pelo Imperador Romano. Também não por causa de pobreza da família. José era carpinteiro, e esta profissão ao tempo de Jesus, era de prestígio. Na verdade tinha de ser ali o nascimento de Jesus. O lugar mais simples para o Grande Rei. Há muito que aprender com o nascimento de Jesus Cristo. Sendo Ele o Filho de Deus, não teve pompa nem luxo. Um lugar simples foi o seu berço. A manjedoura nos ensina, e o que aprendemos com a manjedoura?

A manjedoura ensina solidariedade. Qualquer um pode ter como berço uma manjedoura. Assim também Jesus está ao alcance de todos. Ricos e pobres, brancos e negros; cultos ou analfabetos; famosos ou infames. A manjedoura coloca o Deus-Menino no nível de ser alcançado por todos os homens. Se fosse uma mansão luxuosa, poucos se veriam em condições de lhe ter acesso.

A manjedoura ensina igualdade, pois diante do trono de Deus, qualquer um, grande ou pequeno, se iguala ao nível da manjedoura, no plano mais comum. Se em um palácio poucos entram, numa estrebaria todos podem entrar, não há distinção nem separação.

A manjedoura ensina simplicidade. Deus é simples. O evangelho é simples. As coisas de Deus são simples. Ser simples não é ser simplório. Imagine Jesus em uma estrebaria? Não há nada mais simples do que isso. Sem pompa e sem luxo Jesus Cristo simplesmente nasceu em uma estrebaria.

A manjedoura ensina humildade. A grandeza de um homem está na sua humildade, e disso o Senhor Jesus Cristo deu prova. O apóstolo Paulo nos diz que “sendo Ele em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus, mas aniquilou-se a si mesmo, fazendo-se semelhante aos homens, e na forma de homem, foi obediente até a morte, e morte de Cruz.” Filipenses 2:6-8.

Colocados diante de Jesus Cristo, por mais que tenhamos ou sejamos alguma coisa, o que temos ou somos, é nada diante do Filho de Deus e, no entanto, teve como berço uma manjedoura em uma estrebaria. Se outra coisa não aprendermos, esta certamente deve ficar gravada: o Rei dos reis se fez humilde na manjedoura.

Neste tempo de tanta soberba, presunção e arrogância; neste tempo de maldade e violência, a lição da manjedoura deve ficar muito firme em nosso coração. A manjedoura nos fala da grandeza do Deus que introduziu seu Filho na história, da forma mais simples, porém eloquente, ao ponto de permitir que Jesus Cristo morresse de forma dramática e marcante na cruz do Calvário. Manjedoura, cruz e túmulo vazio são partes de uma mesma verdade.

O Natal antes de ser uma oportunidade de dar e receber presentes, é a comemoração do nascimento de Jesus Cristo, e o verdadeiro Natal só terá sentido, quando seus ensinamentos estiverem verdadeiramente impregnados em nossos corações, e isto a manjedoura ensina.

Pense nisto!

Seu pastor.

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