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04/05/2018

Não Ensine seu Filho Através do Suborno

Quem já ouviu – ou até falou para seus filhos: “se você se comportar no mercado, vou comprar aquele chocolate quando formos embora”?

Ou “Se você ler este artigo até o final, vai ganhar meus parabéns”. (Suborno)

Gostaria de compartilhar algo que tenho aprendido sobre a educação de infantes – faixa etária que contempla crianças de 12 a 36 meses. A recompensa é algo natural no desenvolvimento do ser humano. A maioria – ou se não todos – gostam de receber recompensa por fazer ou terminar algo (bem feito). Mas precisamos diferenciar o que é recompensa e o que é suborno.

Recompensar (ou reforçar positivamente) significa reconhecer um ato do filho como louvável, ou seja, como algo aprovado pelos pais. Quando a criança é recompensada, ela sente que conseguiu um retorno bom por ter realizado algo, ter apresentado um bom comportamento ou terminado uma tarefa mesmo que não tenha alcançado o resultado desejado ao final. Por outro lado, o Suborno consiste em prometer, oferecer ou pagar a criança com presentes, títulos ou até dinheiro para que se tenha o comportamento esperado. O “prêmio” é prometido antes do comportamento.

Como os pais solicitam nada mais que o dever dos filhos na execução de uma tarefa ou no desenvolvimento de um comportamento, precisamos recompensar e não subornar. O reforço ou prêmio vem após a execução correta do comportamento esperado.

Todo comportamento estabelecido na criança através do suborno, este se perde assim que se retira o benefício. Esse sentimento desenvolve nas crianças a heteronomia, que faz com que elas tenham a percepção de que suas ações vêm sempre acompanhadas de algo externo a elas, em forma de benefício material ou concreto, mas isso é assunto para outro texto.

Por ora vejamos os tipos de suborno na educação:

Extorsão: “se não vier agora com a mamãe você vai ficar sozinha no parque e o homem mau vai te pegar”.

Troca: “se entrarem no carro o papai compra um sorvete”.

Tráfico de Influência: “Se você não obedecer, eu vou contar para o teu pai”.

Pense agora: que tipo de filhos queremos ter? Aqueles que cedem às injustiças e “jeitinhos” para conseguir algum benefício próprio? Ou aqueles que valorizam a honestidade e o bem comum como os maiores prêmios que se podem receber? A resposta a essas perguntas passa diretamente pelo modo como ensinamos nossos pequenos a agir no dia a dia.

Parabéns a você que leu este artigo até o final. Espero que o(a) ajude para instruir os seus filhos na forma esperada de educação saudável! (Acabei de fazer um reforço positivo).

Samuel e Débora Costa

Palestrantes, Colaboradores e Treinadores da UDF.

www.samueledebora.com

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