(24) 24424213 ou 24422840, Rua José Alves Pimenta, 890 Matadouro, Barra do Piraí, RJ    

21/09/2018

Bem-aventurada é a nação cujo Deus é o Senho

Salmo 33:12

Estamos nos aproximando de um dos momentos mais importantes na história da nossa nação, que será a escolha dos representantes políticos para composição do Legislativo e Executivo, tanto no nível Estadual quanto Federal. As eleições desse pleito são singularmente importantes, pois estão em pauta questões que dizem respeito à nossa fé. Declaradamente vários candidatos afirmam que vão apoiar causas que contrariam nossas convicções cristãs, ou seja, a questão política começa a se opor aos fundamentos da fé cristã propagados pela maioria dos brasileiros e brasileiras.

Como devemos nos posicionar em face dessas questões? Penso que não podemos nos eximir do exercício da nossa cidadania, através do voto consciente.

Além de orar, o voto é a arma mais poderosa para definição dos rumos que desejamos para este imenso Brasil, que se vê na ameaça de se tornar uma nação onde as liberdades individuais, inclusive de confissão de fé, sejam cerceadas pela imposição de mecanismos jurídicos forjados no cenário do Congresso Nacional e efetivados pelo executivo.

Votar está na esfera da individualidade, sendo o voto inalienável e intransferível, ou seja, não pode ser vendido e nem transferido para outra pessoa. O voto é a ferramenta que iguala todos os brasileiros e brasileiras, não havendo voto mais importante do que o outro. Cada voto é único e tem o mesmo poder. O voto do rico tem o mesmo valor que o voto do pobre. O voto do sudeste tem o mesmo peso que o voto do nordeste, e assim sucessivamente.

A igreja não pode direcionar o voto em quem quer que seja, constituindo-se essa prática em crime, passível de multa e interdição. No entanto, podemos sugerir alguns parâmetros para que o voto tenha a maior eficácia possível:

1. Vote nos candidatos afinados com os valores que você acredita. O Estado é laico, mas somos cidadãos inseridos na sociedade, e é de pleno direito levar em conta e observar na nossa escolha, quais os valores que regem a vida do referido candidato ou candidata. Repito: é um direito, mais ainda, um dever, afinal o eleito “vai me representar”.

2. Embora seja um direito seu, não anule o seu voto, ou não vote em branco. Não votar é abrir mão do direito de escolha dos governantes, é abrir mão de participar do processo. Podemos abdicar do direito de escolha, mas jamais poderemos abdicar das consequências das escolhas feitas por outros, das quais deixamos de participar.

3. Observe a vida dos candidatos em quem você pretende votar. Votar em um candidato com Ficha Suja e notoriamente corrupto é perpetuar sua corrupção, com o agravante de que agora temos consciência de quem o indivíduo é, e do que é capaz de fazer. Não tem desculpa, tem consequências.

4. Considere se o candidato em quem você pretende votar se locupletou ou enriqueceu por conta da política. Política na República, é a arte de organizar a vida em favor do bem comum, da coisa pública. Infelizmente há uma absurda

inversão de valores, de modo que a coisa pública é entendida como coisa privada. O indivíduo entra na política com vida modesta, e se torna milionário. É um sinal duvidoso que deve ser levado em consideração.

5. Busque se informar sobre a vida e os projetos do candidato, afinal, temos poucos segundos para votar, e quatro anos para sangrar, dependendo de quem e como for o governante.

6. E acima de tudo, ore ao Senhor para que lhe dê muita direção. Muitos líderes religiosos do Brasil estão desafiando o povo de Deus a orar e até jejuar para que o Senhor coloque a pessoa certa no executivo e no legislativo., pois estamos certos de que Feliz é o povo cujo o Deus é o Senhor. Salmo 33:12.

Deus nos ajude nesse momento tão singular na história dessa nação.

Seu pastor.

Outros Links